Querido Pai – parte I

Querido Pai,

Hoje escrevo-te uma “carta aberta”, como nos meus belos tempos de criança.
No “Dia do Pai”, entregava-te sempre um cartão cheio de corações e umas palavras bonitas, que já expressavam o quanto gosto de ti e o quanto és importante para mim.

O tempo passou. Eu cresci, tornei-me mulher e a tradição dos cartões acabou por ficar “perdida”. Mas o que é mais importante é estarmos presentes na vida um do outro. E para isso não é preciso haver “dias do pai”! Aliás, o dia da (nossa) Família é todos os dias!

Infelizmente as nossas vidas não nos permitem estar todos os dias juntos… as novas tecnologias vieram, de alguma forma, ajudar a estarmos mais próximos (e acredita que são muitas as risadas que dou com as nossas conversas em família no grupo de whatsapp!).

Mesmo tu não estando ao meu lado diariamente, eu sei que continuas a cumprir a tua “missão” de pai, lá de longe. Nem que seja através do Fofinho (o membro canino da família), que tem um amor por ti que só visto!

Mas eu quero falar-te dos teus pequenos «gestos de amor».
Sim! Aqueles que vejo quando acordo ao espreitar pela janela! Se tenho um lindo jardim a florir, repleto das «cores que alegram os meus dias», é graças a ti, pai. E quando, ao sair de casa, vejo uma nova rosa de uma cor nunca dantes vista, devias ver o meu sorriso! Até os meus olhos brilham como se fosse uma criança a ver flores pela primeira vez.

Olha! Não são lindas?

É tão bom começar assim o dia, «cheia de amor no coração»! E a ti te agradeço, por vires durante a semana cuidar do meu jardim, das flores e claro, do teu e nosso melhor amigo.

Pai, são nas mais “Pequenas Coisas” que vejo o teu amor por mim e que me fazem tão feliz.

(continua amanhã… parte II)

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